segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Inerte...

Acordou com um pequeno chamado, como fazia todos os dias...

Se levantou e foi dar continuidade ao que havia começado na noite anterior... Havia muito a organizar, os pensamentos saiam meio tortos...

Precisava se concentrar e achar o inicio o meio e o fim, para que todas aquelas palvaras fizessem algum sentido...

Foi até o banheiro, enquanto um vozinha bem familiar a solicitava do lado de fora... A luz do sol entrando pela janela, fez com que ela repirasse um novo ânimo, gostava muito da cor da manha ensolarada.

Atendeu ao pedido da voz...

Ligou o DVD do desenho preferido dele, se sentou na frente do not, e decidiu que era hora de escrever...

Leu alguns textos escritos a muito, as coisas mudam e ela nota, como algumas coisas hoje simplesmente não fazem sentido.

Se levanta e decide beber um pouco de Coca... Isso sim fazia bem a ela...

Voltou, pensou em tudo que queria dizer... pensou nos sonhos de crianças, de quando pensava que o mundo era o jardim de casa, chamou a atenção da criaturinha que fazia a suas levadezas cotidianas...

Voltou a lembrar de quando tomou algumas decisões, a gente nunca sabe como o que decidimos vai nos afetar e mudar nossas vidas...

Sabia que tinha que escrever, o e-mail era um ritual anual deles... e era sempre ela que enviava o primeiro, mas esse ano, naquela altura, ela já não sabia se valia mesmo a pena... E mesmo se queria dizer o que achava daquele ano...

Na verdade ela tinha perdido a expectativa...

Estava agora só a esperar... sem conseguir sonhar, meio inerte no dia-a-dia, se deixando levar...

Lembrou de quando conseguiu o primeiro emprego, trabalhava dia e noite para ajudar no sustento da casa, mas pouco se importava, sabia que aquilo era necessario e se sentia útil, como a muito não se sente.

Se lembrou do seu pai, e tentou imaginar como ele estaria hoje se estivesse aqui... e sofreu, porque queria muito que ele estivesse.

Se levantou e desistiu... talvez seja a hora de mudar as tradições... assim se alteram os sonhos e se criam novas expectativas...

Abriu o e-mail de uma amiga querida, riu com o conteudo, foi responder e antes mesmo de clicar em enviar já havia se esquecido do outro e-mail das expectativas, e do fim do ano a se aproximar, e de como ela queria muito mudar...

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